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	<title>Bússola de Livros</title>
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	<description>Guia de leitura</description>
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		<title>5 livros que me marcaram na infância</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 00:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No fim do ano passado, minha irmã mais velha (e única) me fez uma surpresa: resgatou de uma pilha de livros usados uma edição velhinha, já meio amarelada, de “A Primavera da Lagarta”, que nós duas líamos quando éramos crianças. Só a capa me arrancou um sorriso e uma palpitaçãozinha nostálgica, dessas difíceis de descrever. Mas, ao virá-la, havia mais:  logo na contracapa vinha a inscrição “Maine Fonseca &#8211; 3ª série”, na letra inconfundível da minha mãe (a mesma caligrafia que assegurou por anos, aos outros e a nós mesmas, que os nossos livros e cadernos de escola realmente nos pertencia). Meus olhos brilharam! Sim, por que seria legal ver uma edição de um livro cuja história me prendia a atenção – e convenhamos que entreter uma criança de 6 anos sem luzinhas e barulhos não é lá tarefa tão fácil. Só que o que minha irmã me trazia era mais do que isso. Era A edição! Aquela que nossos dedos engordurados de bolacha recheada manusearam com tanto afinco!</p>
<p>Pois bem, ao pensar sobre a minha reação, tendo a pensar que eu deveria ter guardado outros livros, os que eu gostava muito, seja para mostrá-los para possíveis futuros filhos (como fez meu pai com duas edições que ele ganhou quando pequeno e que nos encantavam tanto), ou pelo simples prazer de tê-las como relíquias de infância. Agora não dá mais tempo de recuperar livros que estão há anos circulando (e, vejam, sou a favor da circulação de livros, só falo daquelas edições do coração mesmo), mas dá para resgatá-los na estante meio bagunçada (e às vezes traiçoeira) da memória. Dessas prateleiras eu tirei algo mais de “A Primavera da Lagarta” e outros títulos carregados de lembranças e fiz a lista abaixo, dos livros que eu mais gostava de ler quando era criança. Aí vai:</p>
<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/primavera.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1202" title="primavera" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/primavera.jpg" alt="" width="164" height="220" /></a><strong>&#8220;A Primavera da Lagarta&#8221;, de Ruth Rocha</strong> – Imagino que o livro que resgatamos tenha sido comprado entre 1989 e 1990, quando eu tinha meus 6 ou 7 anos. Nessa época, depois do ritual de compra de material escolar (que eu adorava, por que era dia de ver e sentir o cheiro “de novo” de várias coisas), eu costumava fuçar nos meus livros e nos da minha irmã, umas três “séries” acima da minha na escola. Por isso esse, com o nome dela, caiu nas minhas mãos. Não sei dizer o que mais me fascinava, mas quando o revi me lembrei muito bem das ilustrações, especialmente a da borboleta em estilo Rita Hayworth. Acho que essa “transformação” dela surpreendia não só os bichos da floresta, que haviam decidido em reunião pelo banimento da lagarta comilona (a conversa entre eles também é bem divertida, especialmente pela presença do camaleão, sempre trocando de opinião), mas me surpreendia também. A protagonista ali, toda excluída e feia no início, se revelando uma bela mulher (talvez até apele para as pretensões de uma garotinha de se transformar em uma linda moça um dia&#8230;), mudava todo o rumo da trama! E ainda tinha um aspecto de biologia, ou seja, àquela altura, aprender o ciclo de vida estranho de uma lagarta era uma grande descoberta (ainda acho incrível o processo, mas sem a mesma graça do ineditismo). Além do fato de que as borboletas faziam parte de boa parte do repertório de desenhos das meninas&#8230;Em relação à autora, nem é preciso dizer que suas histórias encantaram boa parte da minha geração (deve continuar encantando, aliás). Se pedissem outras listas de livros marcantes da infância por aí, haveria grandes chances de que ela aparecesse com ao menos um título na maioria deles. Quanto à edição, não gosto tanto das ilustrações da edição resgatada&#8230; não acho tão bonitas e me parece um pouco estranha  a mistura de bichos fofos e infantilizados com uma borboleta mulher, meio “Gilda”. Hoje , como há outras exigências, os desenhos devem estar diferentes. Mas uma coisa não posso questionar sobre as ilustrações antigas: elas se tornaram memoráveis para mim. Nesse ponto, funcionaram muito bem!</p>
<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/menina_joana.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1203" title="menina_joana" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/menina_joana.jpg" alt="" width="165" height="220" /></a><strong>&#8220;Menina Joana&#8221;, de Eunice Theresa Alves</strong> – Eu me lembro claramente de páginas desse livro, especialmente a que descrevia a protagonista dentro de casa, entediada, num dia de chuva. Me identifiquei de imediato com esse trecho!</p>
<p>Além disso, eu gostei tanto, que decorei o livro, cheio de rimas (não tenho mais a edição, mas me lembro que quase tudo começava com “Menina Joana, Joana Menina” e aí a descrição de várias situações) de cabo a rabo. E fiz um breve sucesso na família com isso. Quando minha mãe percebeu que eu havia decorado “direitinho” me levou pro meu pai, pra tios e avós para “recitar” tudo. Eu devia ter uns seis anos, mas me lembro da cara de orgulho do meu avô, que acompanhava o livro enquanto eu praticamente declamava a história. Recebi vários olhares de “uau” e, claro, fiquei me achando! Devo bons minutos de auto-estima para Joana, sem dúvida.</p>
<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/deondeviemos.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1205" title="deondeviemos" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/deondeviemos.jpg" alt="" width="180" height="180" /></a><strong>&#8220;De Onde Viemos?&#8221;, de Peter Mayle, Arthur Robins e Paul Walter</strong> – bom, não sei se é unanimidade, mas acho que muita gente descobriu de onde vinham os bebês com este livro, que imagino que deva estar na milésima edição! No meu caso, pelo que lembro, o livro foi um achado na biblioteca. Alguém (tomara que tenha sido eu!) o descobriu e avisou o resto da classe. Íamos disfarçadamente (e em bando) para a respectiva prateleira para ver como os dois adultos faziam para ter um filho – e havia até um lance de “coceguinhas na barriga”. Olhando hoje, o livro é absurdamente ingênuo, mas na época parecia algo quase pornográfico (eles até apareciam pelados nas ilustrações!). Acho que isso revela um pouco que nós, colegas de classe, tínhamos em comum uma educação cheia de tabus sobre sexo. Talvez hoje a recepção pelas crianças seja diferente. Naquela época o livro revelava muito. No meu caso, descobri como uma tal “sementinha” era gerada, e que não tinha lá muito a ver com o processo de plantar uma flor num vaso&#8230;</p>
<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/montanha.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1206" title="montanha" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/montanha.jpg" alt="" width="148" height="220" /></a><strong>&#8220;A Montanha Encantada&#8221;, de Maria José Dupré</strong> – mencionei este livro na minha lista da série Vagalume por conta da autora, que também escreveu “Éramos Seis” (um livro bem popular, dá para perceber só de ouvido). Pretendo reler “A Montanha” em breve, por que era um dos livros que eu mais gostava quando era criança (eu já devia ter uns 9 ou 10 anos) – tanto que, apesar de ter uma quantidade razoável de páginas (acho que em torno de 100) eu li e reli umas duas vezes. Era uma história na fazenda, eles saíam para um piquenique e, não me lembro bem como, íam parar dentro da montanha, numa cidade subterrânea ocupada por anões. Posso estar errada, mas me lembro algo de ruas de ouro e de prata&#8230; (essa seleção tem mais a ver com memórias do que com os livros em si, lembrem-se). Enfim, eu não sabia o nome de Maria José Dupré na época, mas li mais de um livro seu e gostei muito. E não me lembro de ter achado o livro com cara antiquada – aliás, eu nem devo ter pensado nisso -,  uma qualidade para uma história escrita nos anos 40 e lida por uma criança nascida nos anos 1980. Não?</p>
<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/robinson.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1208" title="robinson" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/robinson.jpg" alt="" width="315" height="220" /></a><strong>&#8220;Robinson Crusoé&#8221;, de Daniel Defoe</strong> – este é o livro mais antigo desta lista. Antigo em dois sentidos: a de criação da história, que é da primeira metade do século 18; e a da edição, que não sei exatamente o ano, mas que é uma relíquia do ponto de vista pessoal, pois foi um presente dado pelos tios dos meu pai a ele em 1957, no seu aniversário de 7 anos. Por que sabemos desse detalhe? A dedicatória – de novo, a inscrição na contracapa (nesse caso é na primeira página mesmo, mas é mais ou menos a mesma coisa). Isso me faz pensar em uma vez em que presenteei o filho de uma amiga com um livro e a recepção dele foi: “Ah, é só um livro”. Pensei: “Como assim é SÓ um livro?!”. Mas não disse nada, e nem a mãe o fez, provavelmente por ter compartilhado com ele o instante de frustração ao desembrulhar o pacote. Fico feliz que meu pai não tenha sentido o mesmo com esse presente que recebeu dos tios e que os tios tenham feito uma dedicatória ao presenteá-lo com o livro, uma história em quadrinhos adaptada por Claudio de Souza e ilustrada por Messias de Melo (publicado pela Editora do Brasil). Por que me lembro de ter um carinho especial por esse livro e um cuidado extra também justamente por ter sido lido pelo meu pai quando ele tinha a mesma idade que eu na época. Pode parecer pouco, mas quando você é criança é estranho imaginar que os pais já foram criança como você. Ao menos eu pensava assim. E isso me aproximava dele e do que ele achava importante – por que, de certa forma, eu intuía que, por ele ter guardado esse livro por tantos anos, aquilo era importante para ele. A história de Crusué por si só já seria interessante. Mas, ah, de novo, era A edição. Aquela que os dedos engordurados do meu pai haviam manuseado há tantos anos e que agora estavam nos meus ou nos da minha irmã. Sei lá, vejo valor nisso. E, felizmente, esta edição continua guardada, além da memória, no armário.</p>
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		<title>A Invenção de Hugo Cabret</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 19:35:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Infanto-juvenis]]></category>
		<category><![CDATA[A Invenção de Hugo Cabret]]></category>
		<category><![CDATA[Brian Selznick]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Méliès]]></category>

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		<description><![CDATA[Resolvi buscar este livro meio de supetão, depois de ler uma matéria na Carta Capital (aqui há um trecho dela online) sobre o filme de Martin Scorsese. Bem, só o fato de ter inspirado um filme de Scorsese – seu primeiro em 3D -já seria um bom motivo para despertar interesse, mas uma luzinha a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/hugocabret.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1172" title="hugocabret" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/hugocabret.jpg" alt="" width="300" height="443" /></a>Resolvi buscar este livro meio de supetão, depois de ler uma matéria na Carta Capital (<a href="http://www.cartacapital.com.br/cultura/sob-a-inspiracao-do-cinema-mudo/">aqui há um trecho dela online</a>) sobre o filme de Martin Scorsese. Bem, só o fato de ter inspirado um filme de Scorsese – seu primeiro em 3D -já seria um bom motivo para despertar interesse, mas uma luzinha a mais no compartimento de curiosidade do meu cérebro foi acesa quando vi que a história tinha passado pelos olhos de <a href="http://bussoladelivros.com.br/2011/07/bumble-ardy-de-maurice-sendak/">Maurice Sendak</a>, o autor (que gosto muito) de <a href="http://bussoladelivros.com.br/2010/01/onde-vivem-os-monstros/">“Onde Vivem os Montros”</a>.</p>
<p>Não encontrei a edição logo de cara, tive que fazer uma encomenda em uma grande livraria. Quando a recebi em casa, minha primeira reação foi me assustar com sua considerável grossura para um infanto-juvenil. Mas meu espanto logo virou encantamento: boa parte das páginas são ocupadas por ilustrações bem expressivas do autor Brian Selznick, ilustrador e escritor (à moda de Sendak &#8211; que é uma de suas maiores influências), o que torna o livro bem bonito e sua leitura bem mais rápida do que eu pensava.</p>
<p>Todas as ilustrações são a lápis, em cinza e branco, como se tivessem sido feitas diretamente nas folhas. Não ocupam o livro todo, há uma boa parte de “palavras” nele também. Mas os desenhos e o texto se complementam na contação da história.</p>
<p>Particularmente, achei as ilustrações o diferencial do livro, tanto pela beleza e pelos detalhes quanto por casarem bem com  um dos temas centrais: os primórdios do cinema. Selznick aproveitou parar criar desenhos que parecem planos de um filme em preto e branco. Logo na introdução, o autor faz a relação: “(&#8230;) Antes de virar a página, quero que você se imagine sentado no escuro, como no início de um filme. Na tela, o sol logo vai nascer, e você será levado em zoom até uma estação de trem no meio da cidade” (&#8230;).</p>
<p>Já o texto, não achei a linguagem tão surpreendente ou  especialmente saborosa (ao menos na tradução em português, é bem escrito, mas não vai além disso), mas o autor costurou bem a trama e criou um suspense capaz de segurar a atenção. Em linhas gerais, a história se passa nos anos 1930, em Paris, e tem como protagonista Hugo,  um garoto de 12 anos, órfão, prodígio em consertar qualquer coisa mecânica – especialmente relógios. Faz parte de sua ligação com o pai, morto em um incêndio, um autômato quebrado, que ele sonhava poder consertar. Ele tenta fazer isso na estação de trem onde passa a morar com o tio, um beberrão que logo some dali. Sozinho, dá um jeito de sobreviver e de levar seu sonho adiante, às vezes roubando lojas da vizinhança, incluindo uma de brinquedos.</p>
<p>O dono, um senhor já velho, pega o roubo e dá uma lição em Hugo: rouba o caderninho com as informações sobre o autômato, uma herança deixada por seu pai. A busca pelo caderno dá início a uma sucessão de mistérios que vão se aproximando de um outro maior, relacionado à vida do dono da loja de brinquedos. Sem querer, Hugo conta com a ajuda da afilhada desse senhor aparentemente rude, chamada Isabelle, sua “companheira de aventuras”.</p>
<div id="attachment_1185" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/hugocabret2.jpg"><img class="size-full wp-image-1185" title="hugocabret2" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2012/01/hugocabret2.jpg" alt="" width="300" height="250" /></a><p class="wp-caption-text">(Reprodução/ http://www.theinventionofhugocabret.com)</p></div>
<p>A primeira parte da trama me pareceu um pouco convencional, especialmente quando Hugo se torna órfão e vai morar com o tio que não lhe dá atenção. Talvez por ter visto &#8220;Harry Potter&#8221; e &#8220;James e o Pêssego Gigante&#8221; tenha achado previsível. Mas, especialmente a partir da segunda parte, o mistério vai ficando mais envolvente e ligado a referências reais do cinema.</p>
<p>Longe de mim querer ser spoiler, mas vale mencionar que a maior inspiração da história é Georges Méliès – mágico e diretor de cinema francês, dono do clássico “Viagem à Lua”, de 1902. O autor tomou fatos de sua vida para criar esse universo infanto-juvenil ficcional, que traz imagens de filmes do início do século 20 e até alguns desenhos do punho de Méliès. Embora as personalidades dos personagens tenham sido completamente imaginadas por Selznick, o livro só ganha com esses detalhes históricos, incluindo a existência dos autômatos, que pelo que vi eram apreciadas pelo diretor. Hoje peças de museus, as máquinas tinham uma espécie de robô que desenhava ou escrevia mensagens, não raro usadas por mágicos das antigas para impressionar suas plateias. E viraram peça-chave na história de Hugo Cabret.</p>
<p>Pela qualidade das ilustrações, pelo mistério e por citar referências históricas, acho que a “A Invenção de Hugo Cabret” (pensando bem, acho que teria mais a ver se fosse &#8220;a descoberta&#8221; no lugar de &#8220;invenção&#8221;) pode agradar crianças, mas não só. Adultos também podem gostar da leitura (mais rápida do que parece, repito) e até tomá-la como ponto de partida para saber mais sobre a obra fantástica de Méliès.</p>
<p>Links legais:<br />
Curta &#8220;Viagem à Lua&#8221;, de Georges Méliès: <a href="http://www.archive.org/details/Levoyagedanslalune">http://www.archive.org/details/Levoyagedanslalune</a><br />
Entrevista (em inglês) com Brian Selznick: <a href="http://www.scholastic.com/browse/video.jsp?pID=1640183585&amp;bcpid=1640183585&amp;bclid=1699210720&amp;bctid=1688353936">http://www.scholastic.com/browse/video.jsp?pID=1640183585&amp;bcpid=1640183585&amp;bclid=1699210720&amp;bctid=1688353936<br />
</a>Ficha da adaptação de Scorsese no Imdb: http://www.imdb.com/title/tt0970179/<br />
Site oficial de Brian Selznick: <a href="http://www.theinventionofhugocabret.com/">http://www.theinventionofhugocabret.com</a></p>
<p><strong>A Invenção de Hugo Cabret</strong><br />
<strong>Autor e ilustrador:</strong> Brian Selznick<br />
Editora SM<br />
534 páginas</p>
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		<title>Esqueletos e surpresas em armários</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 23:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Heloisa DallAntonia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Infanto-juvenis]]></category>
		<category><![CDATA[100 armários]]></category>
		<category><![CDATA[editora rocco]]></category>
		<category><![CDATA[literatura norte-americana]]></category>
		<category><![CDATA[nd wilson]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bussoladelivros.files.wordpress.com/2011/12/100-armarios.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-676" src="http://bussoladelivros.files.wordpress.com/2011/12/100-armarios.jpg?w=198" alt="" width="198" height="300" /></a>O grande problema de se aventurar numa pós-graduação é o momento da preparação do trabalho de conclusão de curso. Cada minuto &#8211; na cabecinha perturbada desta aluna que aqui escreve &#8211; podia estar sendo ocupado com uma pesquisa relevante sobre o tema (que mudou no início do mês passado, aliás). Mas isso é um pedido de desculpas pela ausência e não tem nada a ver com a resenha de ‘100 Armários’, de N.D. Wilson, publicado aqui pela Rocco.</p>
<p>Ou talvez até tenha. De certa forma, ao menos.</p>
<p>Na trama, Henry York é um garoto de 12 anos que vai morar com os tios, Frank e Dotty, numa cidadezinha de nome Henry, no Kansas. Acostumado apenas ao cotidiano do colégio interno em que estudava – e a uma vida superprotegida -, o menino passa boa parte do tempo se sentindo mal por não estar preocupado com a situação de seus pais, que foram sequestrados por guerrilheiros enquanto trabalhavam em um país na América Latina. Ao mesmo tempo, o protagonista sabe que se existe a chance de um ‘momento da virada’ em sua vida, ele a está vivenciando.</p>
<p>Docemente acolhido pela família, também composta das primas Penny, Anastácia e Henrietta, o garoto é alojado num quarto no sótão. Já na primeira noite, Henry percebe que há algo estranho na casa, quando durante a noite vê um homem que não conhece saindo do banheiro e entrando no quarto de seu avô, trancado desde a morte dele, dois anos antes. Mas a presença do estranho não é nada comparada a descoberta de que uma das paredes de seu quarto esconde uma série de pequenas portinhas de armários. Cada uma delas, ele e Henrietta, em segredo, descobrirão depois, leva a um lugar diferente, alguns normais, outros mágicos, e como poderia se esperar, alguns extremamente sombrios.</p>
<p>Mesmo sem muita certeza do que deve fazer, Henry pressente o perigo quando sua curiosa prima resolve abrir uma determinada portinha, que esconde não apenas uma criatura maligna como também a resposta a várias dúvidas que o menino nem sabia ter. Assim, ‘100 Armários’ apresenta não apenas uma viagem fantástica por mundos desconhecidos, mas também uma jornada pelo autodescobrimento (e todas as dores e delícias de se ser quem é).</p>
<p>Bem escrito (Wilson é professor de literatura) e denso, o livro é o primeiro de uma trilogia que deve ser adaptada para o cinema –óóóóbvio – no ano que vem. Vale muito a leitura.</p>
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		<title>Parisiense</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 04:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Não-ficção]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Parisiense]]></category>

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		<description><![CDATA[Digo desde já que não sou especialista em moda, embora pare o olho em novidades de desfiles ou editoriais de revistas vez por o outra. Também não me definiria como uma pessoa  ligada em novas coleções das marcas e que usa palavras como “dress code” ou “must have” nas conversas pessoais. Na verdade, minha curiosidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/12/parisiense_blog.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1140" title="parisiense_blog" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/12/parisiense_blog.jpg" alt="" width="160" height="240" /></a>Digo desde já que não sou especialista em moda, embora pare o olho em novidades de desfiles ou editoriais de revistas vez por o outra. Também não me definiria como uma pessoa  ligada em novas coleções das marcas e que usa palavras como “dress code” ou “must have” nas conversas pessoais.</p>
<p>Na verdade, minha curiosidade sobre o assunto não está tão próxima assim das passarelas e menos ainda do apelo consumista da indústria da moda. Geralmente prefiro ver as fotos dos estilos das ruas pelo mundo, como as pessoas coloridas no Japão ou os cachecóis elegantes na Europa. Acho divertido e às vezes até inspirador. Gente como a gente que se diverte e (por que não?) se expressa com roupas que fogem do jeans e camiseta básica ou do “arrumadinho escritório”.</p>
<p>E, especialmente para um pedestre, há sempre as ruas, onde, aí sim, se vê de tudo &#8211; e dá até para fazer a própria curadoria com os olhos e escolher os supostos acertos e erros (dos outros, claro) mentalmente. Ou simplesmente imaginar o jeito das pessoas a partir das roupas. Sim, por que a escolha também é algo tão rotineiro quando intrigante. Imaginar aquilo que nos faz optar por aquelas cores, aquele comprimento ou decote e etc.</p>
<p>Enfim, tudo isso para dizer que não, não sou especialista. Mas que sim, o tema tem estes e outros pontos que me chamam atenção. E talvez por isto, quando o livro “Parisiense” me caiu nas mãos, dediquei com boa vontade alguns minutos a ele.  À primeira vista, pensei que entrariam alguns pontos históricos contextualizando por que algumas peças passaram, em tais momentos, a ser usadas pelas mulheres de Paris. Mas não encontrei nada nesse sentido.</p>
<p>Em geral, o livro é apenas um manual onde as autoras Ines de La Fressange e Sophie Gachet dizem que tipo de roupa é legal ou não e quais são as maneiras certas e erradas de usá-las. Escrevem, com certa pretensão, em nome da “parisiense”, essa abstração descrita de forma vaga ao longo do livro. A parisiense é,  por exemplo, “alternativa e burguesa”, segue a moda mas também gosta de transgredi-la. Mais adiante, outra descrição pouco esclarecedora e um tanto em cima do muro:  “seguir as tendências é tudo o que a parisiense detesta, mas ela deve saber o que é in”.</p>
<p>Ao longo das páginas, também tive a impressão de que elas escolheram esse título por conveniência, pois nada me pareceu diferente nas parisienses do que em outras mulheres ditas “finas e antenadas” de outros lugares do mundo. Mesmo tendo achado algumas fotos do livro elegantes, ainda sim não encontrei nada original. E, quanto ao texto, me incomodei com a considerável quantidade de regras que elas estabelecem para as leitoras, ditando inclusive como é preciso usar determinada peça com o intuito de surpreender (o que me parece um contrasenso) e usando tom pedante em algumas &#8220;lições&#8221;, especialmente das coisas que “não se deve usar”.</p>
<p>Como percebi logo na primeira parte que não me interessaria adotar o estilo da parisiense vaga, autoritária e por vezes confusa (ela não decide se quer ou não gostar de tendências ou ter “ídolos”, por exemplo) criada pelas autoras, os outros capítulos não me animaram muito. Tentei insistir olhando algumas sugestões de maquiagem, de lojas “descoladas” de Paris e até de como fazer um jantar “perfeito” em casa. O esforço foi em vão. Se a parisiense do livro já não tinha me interessado, o conceito de um manual com dicas de como se vestir, agir, onde ir e onde fazer compras me cativou menos ainda. Por fim, não posso me dizer que o guia de estilo me foi útil além do fato de ter me ajudado a matar o tempo.</p>
<p><strong>PARISIENSE</strong><br />
<strong>Autoras:</strong> Ines de la Fressange e Sophie Gachet<br />
<strong>Editora</strong>: Intrínseca<br />
240 páginas</p>
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		<title>Séries inspiradas em literatura: Orgulho e Preconceito e Balzac</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 22:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[BBC]]></category>
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		<category><![CDATA[Orgulho e Preconceito]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz pouco tempo, estava à espera de episódios novos das séries que acompanho e resolvi arrumar outras, mais antigas, para não ficar tão órfã. Peguei duas na locadora (sim, eu ainda frequento), em semanas diferentes, que me fisgaram de cara  (esse é o problema de ter todos os episódios nas mãos em DVD: se você gosta, não dá para parar de assistir). Achei que caberiam no blog por que, coincidentemente, ambas têm a ver com literatura: uma é uma adaptação de sucesso da BBC (que já passou na TV aberta do Brasil, há um bom tempo) e a outra é inspirada na biografia de Balzac. Enfim, se a associação das duas em um mesmo post não prestar, ao menos as séries em si valem muito a pena.</p>
<div id="attachment_1113" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/11/orgulhoepreconceito.jpg"><img class="size-full wp-image-1113" title="orgulhoepreconceito" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/11/orgulhoepreconceito.jpg" alt="" width="200" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">A capinha acima é do DVD em inglês. Não encontrei a imagem da capa em português, mas é bem parecida</p></div>
<p><strong>Orgulho e Preconceito</strong> – A série foi sucesso nos idos de 1995, quando foi lançada, mas nessa época acho que eu estava mais para <a href="http://bussoladelivros.com.br/2011/10/meus-cinco-livros-preferidos-da-serie-vagalume/">série Vagalume</a> do que para Jane Austen.</p>
<p>Anos depois (em 2010, para ser mais exata), tive o primeiro contato com o livro. Da primeira página até a última foram poucos dias, tamanha a capacidade de Austen de envolver o leitor na história (ou alguns leitores – eu, certamente, entre eles). Durante a leitura, cheguei ao ponto de dar uma escapada de visitas que estavam na sala de casa e correr disfarçadamente para o quarto, só para dar uma avançada no conflito Mr. Darcy e Lizzy. Quando vi a série na prateleira da 2001, não resisti – e fiz todo um discurso para convencer o marido, pouco afeito aos dilemas casamenteiros das heroínas de Jane Austen, a me acompanhar na jornada. Gostei muito das atuações desde o início, especialmente a de Colin Firth como Mr. Darcy – o olhar dele, meio austero, meio recalcado, além do mau humor, são muito fiéis ao que eu tinha em mente sobre o personagem.</p>
<p>Em geral, a série não traz grandes ousadias. Tenta se aproximar bastante do livro, parece que o máximo possível, mas faz isso com uma dedicação admirável. Os figurinos estão impecáveis, o elenco se encaixa bem na descrição e no espírito dos personagens, a história tem ritmo e há bons diálogos – com a ironia que pede uma adaptação de Jane Austen.</p>
<p>Aliás, é uma das coisas que achei superior ao filme de Joe Wright, lançado em 2008. Para mim faltou ironia, especialmente ao pai, interpretado por Donald Sutherland. Na série, não. O ator Benjamin Whitrow está ótimo como Mr. Bennet, que deixa claro, em mais de uma cena, o quanto acha a maioria de suas filhas tolas (isso é marcante no livro, e confesso que adoro). Os dois protagonistas também seguram a onda, fazem com que torçamos para que se entendam, mesmo que, como leitores ou espectadores de outras versões, já saibamos o final. Aliás, nem me considero uma pessoa romântica, mas essa história tira de mim meu lado mais inspirado nesse sentido. E acho ótimo que, mesmo que eles não troquem um beijo e mal se toquem intimamente ao longo da trama, o nível de romantismo é alto, sem ser piegas.</p>
<p>Assim como uma legião de fãs, gosto de Jane Austen e pretendo ler mais de seus livros, apesar de já ter visto olhares intimidadores de “olha só, você gosta de livro de mulherzinha”  em certas ocasiões. Ok, me parece que há em sua obra uma predileção pelo tema casamento e expectativas para casar, mas há uma habilidade incrível da autora de descrever situações e personagens. Parece que, para ela, o casamento &#8211; convenção que, na época em que ela escrevia, tinha um peso bem maior que hoje, especialmente em termos financeiros- pode ser visto de várias maneiras – como uma forma inteligente, com direito a afinidades entre o casal, como o caso de Elizabeth e Darcy, ou de forma leviana, como a própria mãe e algumas irmãs da protagonista enxergam. Mas claro que há outros detalhes envolvidos. E que a escrita da moça é prodigiosa, também é.</p>
<p>Obs: Para quem não conhece a história, vale ver a <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orgulho_e_Preconceito" target="_blank">sinopse aqui</a></strong>.</p>
<p><strong><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/11/balzac.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1114" title="balzac" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/11/balzac.jpg" alt="" width="200" height="268" /></a>Balzac</strong> (2000) – Pelo menos para a escolha do ator que viveria Honoré de Balzac, imagino que não tenha havido indecisão nos bastidores. Difícil deve ter sido imaginar um plano B para o papel, caso Gérard Depardieu não topasse. Mas, ufa, ele topou. E enche a tela, com seu tamanho fora do comum e com a personalidade do personagem.</p>
<p>Ao contar a história do escritor, peso pesado na literatura francesa e mundial, a série faz um recorte apenas de sua vida adulta, com alguns poucos flashbacks de sua infância, quando vivia em um internato. A cena, aliás, serve para explicar a relação conflituosa de Balzac com sua mãe, que permeia boa parte do roteiro.  Ao longo dos episódios, há ótimos diálogos entre os dois personagens, que são também uma boa oportunidade de ver Depardieu e Jeanne Moreau, a mãe, chamada Charlotte-Laure, contracenando. Ela fria e obcecada por dinheiro. Ele, cheio de rancor pela falta de afeto e um intelectual preocupado com ideias, especialmente com as que lhe rendessem prestígio e dinheiro para sanar suas muitas dívidas.</p>
<p>Aliás, em boa parte, a figura do personagem aparece fugindo literalmente dos credores, que não pode pagar. E há alguns romances, os mais marcantes com mulheres casadas: a Madame de Berny (Virna Lisi), mais velha que ele, e Eve Hanska (Fanny Ardant), polonesa com quem se casou no fim da vida (depois de ela se tornar viúva).</p>
<p>Há ainda algumas participações de grandes autores franceses da época, com quem Balzac se relaciona em alguns momentos, com destaque para Victor Hugo e Stendhal.  O protagonista tem boas conversas com esses escritores, especialmente com Hugo. O roteiro parece ter até um esforço extra em incluir frases sábias dos escritores, o que deixa a conversa dos personagens um pouco forçada, às vezes. Mas como as falas são inteligentes de fato, acho que nem dá para considerar um defeito.</p>
<p>Algumas coisas que eu diria que fizeram falta: incluir mais detalhes sobre a criação dos livros na trama e mostrar a relação dele com o pai e os irmãos – a vida familiar do escritor fica mesmo concentrada na mãe. Fora isso, acho que Depardieu fez um retrato bonachão e convincente do escritor, que é mostrado sem excesso de reverências e com um bom número de defeitos – entre eles dever para Deus e o mundo, viver pedindo dinheiro para a mãe, ser viciado em café e ter uma risada bem estranha em um momento em que tenta ser sedutor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Prato Azul-Pombinho, de Cora Coralina</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 23:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Infanto-juvenis]]></category>
		<category><![CDATA[Cora Coralina]]></category>
		<category><![CDATA[Goiás]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/11/azulpombinho.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1080" title="azulpombinho" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/11/azulpombinho.jpg" alt="" width="200" height="287" /></a>Para mim, ler Cora Coralina foi como me sentar em um sofá antigo, desses de vó,  com xícaras de chá e biscoitinhos de nata à frente, para ouvir uma história sobre os velhos tempos. Desses momentos meio raros, mas que gosto muito, de ouvir os causos de pessoas bem mais velhas sobre aquilo que viveram,  sobre as memórias de pessoas que já morreram e hábitos das antigas, que ora nos fazem pensar  “deviam ser bons tempos” , ora “ainda bem que as coisas mudaram”.</p>
<p>O chá e os biscoitinhos, infelizmente, passaram longe &#8211; até por que, quando Cora morreu, em 1985, eu mal sabia andar. Mas suas descrições no poema “O Prato Azul-Pombinho” são tão envolventes que dá para imaginá-la (a velhinha doce, que penso que fosse) narrando em voz alta. Sem contar o fato de me fazerem lembrar das saudosas visitas à casa dos meus avós, quando eles contavam suas peripécias de criança&#8230;</p>
<p>No livro, a própria Cora relembra as histórias da bisavó, dona do prato azul-pombinho. Este é o tema desenvolvido na primeira parte da trama. Fala sobre esse objeto de família que enfeitava as festas da casa e até da vizinhança. Era o xodó da bisa, por ser o último de uma coleção antiga de 92 peças. Além disso, carregava em si (mais exatamente na arte oriental que ilustrava a louça) uma lenda, romântica e dramática, contada pela bisavó de forma minuciosa.</p>
<p>Cora retoma essa minúcia para descrever o romance envolvendo dois chineses &#8211; uma princesa e um plebeu &#8211; apaixonados. Há tantos detalhes na descrição do prato e do romance oriental, que só a imaginação do leitor daria conta da imagem do objeto. Mas, ainda bem, as ilustrações de Lúcia Hiratsuka acompanham o clima &#8220;casa de vó&#8221; com criatividade. Ao invés de dar logo de cara o desenho todo do prato, por exemplo, ele aparece aos poucos, a cada página um detalhe, em desenhos azuis. Só no desfecho da lenda, é que ele aparece completo, dando tempo para a imaginação.</p>
<p>Em seguida, a história ganha outro ritmo com uma fatalidade: o prato azul-pombinho é quebrado. E, na falta de culpados, a netinha (ou seja, a própria Cora, ainda menina) é quem paga o pato.  Recebe, então, um castigo que a narradora descreve como comum na época, ou seja, passa a usar um colar com os cacos da peça quebrada no pescoço, por um bom tempo. O clima “deviam ser bons tempos” dá espaço, enfim, ao “ainda bem que as coisas mudaram”.</p>
<p>Em um capítulo extra da edição, há até um texto de Cora sobre como acabou esse tipo de castigo em Goiás. A história é triste, mas faz parte de algumas tradições reais (que hoje parecem até absurdas) que Cora, com linguagem simples e envolvente, conta tão bem.</p>
<p><strong>O PRATO AZUL-POMBINHO</strong><br />
<strong>Autor:</strong> Cora Coralina<br />
<strong>Ilustrações:</strong> Lúcia Hiratsuka<br />
Global Editora<br />
40 páginas</p>
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		<title>Leituras</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 23:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O curta que inspira este post não é exatamente novo para o mundo, mas é recente para mim, que o conheci há alguns meses.  Também não trata de um livro específico &#8211; contrariando um pouco o histórico deste blog &#8211; , mas sim das leituras de pessoas de vários tamanhos, cores e idades em metrôs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/leituras1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1057" title="leituras" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/leituras1.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O curta que inspira este post não é exatamente novo para o mundo, mas é recente para mim, que o conheci há alguns meses.  Também não trata de um livro específico &#8211; contrariando um pouco o histórico deste blog &#8211; , mas sim das leituras de pessoas de vários tamanhos, cores e idades em metrôs e trens de Paris.</p>
<p>Percebemos que a França é o cenário pelo idioma, mas me parece que o documentário poderia ter se passado em outros lugares do mundo sem que tivesse mudado tanto o resultado. Algo que, de certa forma, faz parte do charme despretencioso de “Leituras” (2005) – enfim, o título do filme.</p>
<p>Há nele uma simplicidade na ideia: sim, trata apenas de pessoas lendo seus livros no transporte público, algo que vemos todos os dias por aqui e em viagens mundo afora. A execução também é simples, ao mostrar pessoas com os olhos presos em seus livros, quase alheias à viagem que acontece do lado de fora do vagão em movimento, através da janela. Mas há nesses momentos corriqueiros e supostamente banais uma dimensão poética, talvez por a vida ser tão corrida hoje em dia, fazendo com que esses instantes de quietude pareçam até utópicos; ou por simplesmente mostrarem esse contato tão pessoal (e misterioso para quem observa de fora) entre o leitor e seu livro.</p>
<p>Claro que ajudam a montagem bem feita e as leituras, em off, de trechos feitas pelos próprios leitores -  um dos meus preferidos é o leitor de partituras, que lê cantarolando. Por alguns instantes, quando as vozes de alguns deles aparecem ao mesmo tempo, dá até para imaginar como seria se ouvíssemos os pensamentos das pessoas enquanto andássemos no metrô. Não que eu quisesse isso – é só pensar nos inconvenientes mp3 dos celulares sem fones de ouvidos para desistir da ideia -, mas no filme o recurso ficou bem legal.</p>
<p>Enfim, acho que já falei muito, melhor mesmo é assistir. Antes, uma última curiosidade, que também não é novidade para o mundo, mas entra no quesito “simplicidade bem executada e bem interessante” já citado: o curta foi filmado com câmera de celular. A resolução não está tão boa, mas acho que a diretora merece pontos extras pelo desafio de filmar com o celular, especialmente em 2005.</p>
<p>Mais tarde, em 2009, a diretora Consuelo Lins fez um outro filme nesse espírito no Brasil, chamado “Leituras Cariocas” (os dois foram exibidos alguns anos atrás no É Tudo Verdade). Ainda não vi, mas espero ver em breve (não o encontrei online, quem souber e puder dar um toque&#8230;). Bom, aí vai o curta de Paris, que tem até uma participaçãozinha especial de Eduardo Coutinho (ele aparece lendo Flaubert):</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/3WuZzFlWVU8?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Homenagem ao livro que nunca termino&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 23:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não-ficção]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi no início deste ano que tivemos o primeiro contato. Na época, a capa ainda reluzia e suas ideias batiam exatamente com a minha curiosidade. A promessa de dias interessantes e de um final feliz para nós dois parecia certa nos primeiros três meses. Depois, a relação foi se desgastando e os encontros ficando cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/livro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1041" title="livro" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/livro.jpg" alt="By KoS (Own work) [Public domain], via Wikimedia Commons" width="300" height="300" /></a>Foi no início deste ano que tivemos o primeiro contato. Na época, a capa ainda reluzia e suas ideias batiam exatamente com a minha curiosidade. A promessa de dias interessantes e de um final feliz para nós dois parecia certa nos primeiros três meses. Depois, a relação foi se desgastando e os encontros ficando cada vez mais espaçados. Na cama, na rede ou no ônibus, os braços reclamavam de aguentar o peso de setecentas e tantas páginas que, por sua vez, teimavam em ser viradas.</p>
<p>Aos poucos, sem grandes explicações, ele foi ficando “pra outra hora”. Passou por um período quebra-galho, acumulando funções diversas como a de peso de papéis e suporte de brincos.  Até ser deslocado, sem grandes explicações, do criado mudo do quarto para o segundo andar da mesinha de centro da sala&#8230;</p>
<p>Tudo bem, ele não me cobra. Também não me olha feio, nem me manda mensagem-cobrança pelo Facebook. Mas seu silêncio me incomoda. Às vezes penso: &#8220;Quem mandou você ficar perto dos DVDs e bem abaixo dos jogos de Wii?&#8221; E aí a culpa só se agrava, por que eu sei bem que não foram as perninhas dele que o levaram para lá, perto de diversões mais efêmeras e visualmente mais atraentes (as cores da concorrência são mais vibrantes, o que eu vou fazer?).</p>
<p>E o pior é que os dias passam e o ano chega perto do fim. Quanto mais as horas distanciam a nossa relação, mais parece difícil retomá-la. Engraçado que existem, próximos dele, outros livros da “fila de espera de leituras”, ainda não começados. E diante deles meu estado de espírito é outro. Ao invés de: “Calma, eu vou terminar você. Juro, só preciso de mais tempo” vem “Tá chegando a sua vez! Bem logo conversaremos”. Ou seja, para os outros o tom é muito mais positivo.</p>
<p>Por conta dessas impressões é que saiu este texto. Para amenizar a culpa de abandonar esse livro grande e generoso, a quem eu dirijo desculpas e promessas que nunca se cumprem.  Serve como uma homenagem para que ele saiba que com ele é diferente. Não, não é falta de  empatia! Não vai ser como já fiz com livros que me não deram prazer  - os que abandonei sem guardar remorso (mas eu insisto bastante antes de fazer isso, hein).  Com ele é só uma falta de tempo, essa medida fugidia, que parece cada vez mais veloz. E para não terminar sem muita melancolia, deixo claro que ele continua nos meus planos de leitura (até a página final), com direito a resenha póstuma. Só não digo aqui o seu nome (para não comprometê-lo) e nem a data. Será um dia&#8230;</p>
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		<title>Meus cinco livros preferidos da série Vagalume</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 18:13:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Marçal Aquino]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Rey]]></category>
		<category><![CDATA[Maria José Dupré]]></category>
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		<description><![CDATA[Há algumas semanas, durante uma conversa sobre os livros que mais me marcaram, notei que minha memória tinha dado um salto exagerado de maturidade. Eu citava títulos infantis e pulava para os adultos, como se houvesse uma lacuna entre “Marcelo, Marmelo, Martelo” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Lacuna injusta, percebi logo.  Em meio às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algumas semanas, durante uma conversa sobre os livros que mais me marcaram, notei que minha memória tinha dado um salto exagerado de maturidade. Eu citava títulos infantis e pulava para os adultos, como se houvesse uma lacuna entre “Marcelo, Marmelo, Martelo” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Lacuna injusta, percebi logo.  Em meio às duas fases havia outra, cheia de livros de aventura. Aos poucos, eles foram aparecendo na minha memória e a maioria tinha um ponto em comum: faziam parte da saudosa série Vagalume.</p>
<p>Chuto que essa coleção amenizou o mau humor da pré-adolescência de muita gente. Muitos da minha geração (as crianças dos anos 1980 e início dos 90) ao menos ouviram falar de “A Ilha Perdida” ou, como eu, já fixaram os olhos na prateleira da série em uma livraria ou na biblioteca da escola. Ou, no mínimo, têm alguma recordação visual das ilustrações das capas. Dá para não lembrar da de “O Cadáver Ouve Rádio” ou de “O Escaravelho do Diabo”?</p>
<p>Ok, vou falar só por mim. Sim, eu me lembro das duas e de várias outras muito bem! Uma vez que esse buraco negro na minha memória ficou claro, peguei a questão mais antiga e misturei com a mais recente. E fiz a lista abaixo, com os cinco livros que mais me marcaram da série Vagalume. A seleção encontrou alguns esquecimentos (já se foram uns 20 anos) e algumas surpresas, incluindo detalhes dos personagens ou do momento da leitura que vieram à tona. Em geral, foi prazeroso relembrar livros que me empolgaram bastante (eu gostava de verdade das histórias) e que certamente me empurraram para leituras mais complexas. Bom, vamos à lista. Abaixo, o meu Top 5, sem ordem de preferência ou cronológica:</p>
<p><strong><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/ilhaperdida2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-996" title="ilhaperdida2" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/ilhaperdida2.jpg" alt="" width="120" height="200" /></a>A Ilha Perdida, de Maria José Dupré –</strong> Esta história foi uma das primeiras que li, provavelmente pelo boca a boca de outras crianças. Tudo bem, não era um fenômeno tipo “Harry Potter”, mas o livro tinha lá seus leitores mirins.  Eu devia ter cerca de 8 anos e achei incrível imaginar dois garotos sozinhos numa ilha, à la Robinson Crusoé. Outra parte que me fascinava era a da jangada. Primeiro por que tive que descobrir o que a palavra significava; depois que descobri, a euforia só aumentou. Como assim eles mesmos construíram uma jangada no meio da floresta e navegaram sobre ela?!</p>
<p>Maria José Dupré, descobri depois, escreveu dois outros livros que eu adorava quando era ainda mais nova: “A Montanha Encantada” e “O Cachorrinho Samba”. O primeiro li duas vezes e me lembro de vários detalhes (até o que eles levavam na cesta de piquenique), apesar de ser muito criança na época. Mas isso fica para um outro post, por que até onde sei nenhum destes dois títulos fazem parte da Vagalume.</p>
<p><strong><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/enigmadatelevisao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-997" title="enigmadatelevisao" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/enigmadatelevisao.jpg" alt="" width="120" height="200" /></a>O Enigma da Televisão, de Marcos Rey –</strong> Eu tive vontade de ler este livro por um bom tempo, mas o título, o desenho da capa e a sinopse (falava em assassinatos!) meio que me aterrorizavam.</p>
<p>A curiosidade venceu o medo, enfim. E ela era tanta que eu não me contive: logo depois de comprar e antes de começar a ler a primeira página, avancei para o final para ver quem era o assassino. Se me arrependi? Muito! Mas gostei do livro mesmo assim. Só o fato de os assassinatos aconteceram em uma emissora de TV já me deixava fascinada.</p>
<p>E o autor, bem, era dono de vários hits da coleção. Ao menos é o que escuto por aí, das recordações das pessoas. Há ainda fãs que o seguiram na fase adulta e adoram seus livros.</p>
<p><strong><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/sozinhanomundo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1000" title="sozinhanomundo" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/sozinhanomundo.jpg" alt="" width="110" height="183" /></a>Sozinha no Mundo, de Marcos Rey</strong> – Bom, a capa trazia o desenho de uma garota com cabelos longos, lisos e escuros (mais ou menos como os meus, na época) e com um ursinho de pelúcia nas mãos. Me atraiu, claro. Mas, na verdade, a história prendia mais a atenção pelo suspense do que pela fofura.</p>
<p>A menina era órfã,  caía no mundo sem nem um amigo junto (como a dupla principal de “A Ilha Perdida”) e ainda era perseguida por uma mulher de óculos com aros de tartaruga que se fazia de assistente social! Não me lembro o final, infelizmente. E me dá até vontade de reler, para saber o que aconteceu e tentar entender por que eu ficava tão ligada nesta história.</p>
<p><strong><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/turmadaruaquinze.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1002" title="turmadaruaquinze" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/turmadaruaquinze.jpg" alt="" width="100" height="167" /></a>A Turma da Rua Quinze, de Marçal Aquino –</strong> Eu me lembro bem desta capa e até há algo de “Os Goonies” – um dos meus filmes preferidos da infância – nela.  E tinha também um sumiço misterioso de um garoto, um casarão e uma turma de amigos – na época em que eu li, as turmas de amigos do bairro ainda existiam (ao menos no interior de São Paulo).</p>
<p>Este foi um dos últimos da série que seguraram minha atenção. Eu iria pisar em outro terreno – o das edições classificadas como adultas – pouco tempo depois.</p>
<p><strong><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/eramosseis.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1005" title="eramosseis" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/eramosseis.jpg" alt="" width="110" height="183" /></a>Éramos Seis, de Maria José Dupré –</strong> Pensando bem, eu repeti dois autores no meu Top 5&#8230;Mas enfim, li este livro antes da novela do SBT – que, aliás, foi ótima, contrariando o histórico de novelas do canal. E achei bem comovente. Lembro especialmente de ter chorado quando Carlos, o filho da Dona Lola, morre na Revolução Constitucionalista e  de sentir uma certa angústia de ver a família envelhecendo e se dispersando. Confesso que o livro e a novela se misturam um pouco na minha cabeça e vejo muito a Lola como a Irene Ravache. Como ela foi ótima no papel, não me incomoda (o Othon Bastos, como Júlio, também merece elogios)&#8230;E vale a pena lembrar de uma das cenas finais (talvez a última), em que ela vai sair da casa onde criou os filhos. Ela ali, prestes a fechar pela última vez a porta da frente, olhando o imóvel vazio, vendo fantasma dos filhos andando lá dentro&#8230;Mas, enfim, acho que isso valeria outro post e um DVD para rever a novela. De toda forma, além da história familiar, o livro traz um panorama histórico de São Paulo interessante até parar ser lido em escolas. Será que já é e eu não sei? Ok, isso também é outra discussão&#8230; (Por Thaís Fonseca)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fotografe sua Família</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 00:14:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não-ficção]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[national geographics]]></category>

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		<description><![CDATA[* Resenha escrita por Julio Chrisostomo, fotógrafo iniciante e estudante de fotografia. Para ler mais textos e ver fotos de Julio, veja seu blog e site. Quem conhece as revistas National Geographic sabe do histórico de fotografias incríveis e de grande qualidade técnica, capazes de inspirar curiosos de todo tipo e muitos fotógrafos. A marca também publica livros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>* Resenha escrita por Julio Chrisostomo, fotógrafo iniciante e estudante de fotografia. Para ler mais textos e ver fotos de Julio, veja seu <a href="http://blog.juliochrisostomo.com/" target="_blank">blog</a> e <a href="http://juliochrisostomo.com/" target="_blank">site</a>.</em></p>
<p><a href="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fotografesuafamilia.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-976" title="fotografesuafamilia" src="http://bussoladelivros.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fotografesuafamilia.jpg" alt="" width="160" height="208" /></a>Quem conhece as revistas National Geographic sabe do histórico de fotografias incríveis e de grande qualidade técnica, capazes de inspirar curiosos de todo tipo e muitos fotógrafos. A marca também publica livros sobre fotografia, entre eles um que adquiri recentemente chamado “Fotografe sua Família&#8221;, que tem dicas para fotógrafos iniciantes melhorarem seus trabalhos e evitarem erros clássicos.</p>
<p>Entre os pontos fortes da edição estão as imagens captadas pelo fotógrafo Joel Sartore do seu próprio dia a dia com a família, que ressaltam como momentos simples do cotidiano podem se transformar em belas fotos.</p>
<p>Além disso, o livro traz truques interessantes para fotografar crianças, animais de estimação, entre outros temas &#8220;caseiros&#8221;, e explica conceitos técnicos, como abertura de diafragma, tempo de exposição, composição, regra dos terços e histograma. A leitura é agradável, bem detalhada e as fotografias de Joel Sartore de fato ajudam no aprendizado.</p>
<p>O conteúdo consegue fazer o leitor ir além do simples ato de apertar o disparador. E fazem pensar nos vários momentos da vida que podem ser registrados pelas câmeras, desde os mais felizes até os mais tristes.</p>
<p>Links:</p>
<p>Site de Joel Sartore - <a href="http://www.joelsartore.com/" target="_blank">http://www.joelsartore.com</a><br />
Blog - <a href="http://blog.joelsartore.com/" target="_blank">http://blog.joelsartore.com</a><br />
National Geographic -<a href="http://www.nationalgeographic.com/" target="_blank"> http://www.nationalgeographic.com</a><br />
National Geographic Brasil - <a href="http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/" target="_blank">http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>FOTOGRAFE SUA FAMÍLIA</strong><br />
<strong>Autor:</strong> John Healey e John Healey<br />
<strong>Editora:</strong> National Geographic</p>
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