Rosita y Conchita

bussola_RositayConchitaFoi meu instinto nerd que me levou a conhecer o trabalho de Eric Gonzalez e Erich Haeger, autores de “Rosita y Conchita”. A BBC Brasil fez há uns dois anos uma matéria sobre a festa do Dia de los Muertos no México (que ainda quero MUITO conhecer) e mostrava, entre uma das fotos das comemorações nas ruas, uma barraquinha com bonecos com cara de catrinas (aquelas imagens de corpo humano, com cabelo e afins, mas com um esqueleto no lugar de pele). Achei uma das bonequinhas linda demais e comecei a ampliar a imagem até achar o que parecia ser uma etiqueta de nome do produto. Foi assim que cheguei aos Muertoons (http://www.muertoons.com), criação de Gonzalez que retrata várias crianças na Muertown, que é onde moram as pessoas que já morreram. Entre elas está Rosita, uma graciosa garotinha que morreu há algum tempo, deixando além de seus pais, sua irmã gêmea, Conchita.

Acabei comprando o livro das personagens e a bonequinha da Rosita (que é a coisa mais fofinha desse mundo e, no livro, também tem muita importância). Demorou um pouquinho pra publicação chegar, mas valeu a espera. A história é tocante e as ilustrações são lindas, coloridas e delicadas.

Na trama, acompanhamos a chegada do Dia de los Muertos do lado de Conchita, que está montando em casa um lindo altar para sua irmã; e de Rosita, que no mundo dos mortos se prepara para visitar sua família nesse dia tão especial do ano. Só que Rosita não sabe direito o que fazer para encontrar Conchita, e tem receio de que sua irmã a tenha esquecido. Mas cada novo elemento que Conchita coloca em seu pequeno altar ajuda a guiar Rosita até sua casa

É tão sensível e tão bonito que, pra ser sincera, assim como em “Sábado na Livraria”, acabo chorando todas as vezes que pego o livro ara folhear. Mas não entenda por isso que a trama é triste. Pelo contrário: além de mostrar como outra cultura encara o Dia de Finados (de uma forma extremamente mais saudável, no meu ponto de vista), a história mostra que quem a gente ama está sempre por perto e que morte não é fim, mas apenas uma mudança para um endereço um pouco mais longe.

O livro é bilíngue (em inglês e espanhol) e em ambas as línguas forma rimas em todas as páginas. Um presente para os olhos e uma ótima forma de familiarizar os pequenos leitores com o tema e com dois idiomas importantes.

 

Rosita y Conchita
Eric Gonzalez e Erich Haeger
40 páginas
Muertons Publishing

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