Danny Dragônio

bussola_dannydragonioO que me chamou a atenção de cara em “Danny Dragônio” é o fato de o livro misturar a trama escrita, da forma convencional, com quadrinhos em determinados momentos. Sei bem que ninguém inventou a roda aqui, mas a junção dessas formas de contar a história formam realmente um bom time.

O Danny que dá nome à série (nos Estados Unidos o personagem já conta com dez títulos) é um dragão adolescente que estuda na Escola para Répteis e Anfíbios Diversos, sendo a única criatura mítica de lá. Por melhor amigo, Danny tem Wendell, uma iguana. Entre os outros alunos da escola está Big Eddy, um dragão-de-komodo ignorante que rouba o lanche dos outros, como Danny. Aí você pergunta: mas se ele é um dragão, como assim alguém o incomoda na escola? Acontece que o protagonista da história ainda não consegue cuspir fogo, o que dificulta um pouco as coisas.

Mas é uma nota F numa redação sobre o oceano que direciona a trama. Depois de inventar informações bizarras sobre o tema (como por exemplo a existência do morcegosnorkel, capaz de morar no fundo do mar) e tomar um zero, Danny fala com seu primo Edward, uma serpente marinha, para que ele o leve por um passeio pelas águas, a fim de poder reescrever o trabalho.

É assim que, com a ajuda de um drops de menta que permite ter fôlego embaixo d’água, Danny e Wendell se aventuram pelo Mar de Sargaço, onde encontram corais, polvos e até a cidade perdida de Atlântida. Mas há muito mais nessa aula extraclasse do primo Edward.

A criatura mais curiosa do livro, porém, é uma salada de batatas servida no almoço da escola. Com vida própria e pouco amigável, ela é capaz de morder quem tente comê-la, e vai se defender com um garfo se isso for necessário. Hilário.

 

Danny Dragônio
Ursula Vernon
160 páginas
Editora Caramelo

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