O Coelho que Não Sabia Gatês

A premissa desta trama que ganhou o Prêmio Barco a Vapor 2011 é bem simpática: Coelho Azul, como o nome indica, é um coelho – que na verdade ainda é branco – se apaixona pela gatinha que mora na casa próxima a sua toca, mas não consegue se declarar por não dominar o idioma que a razão de seu amor fala, o “gatês”. Na tentativa de aprender essa nova língua, Coelho Azul vai para a cidade e, como era de se esperar, se mete em várias encrencas.

Durante toda a história, o Narrador faz sua parte, deixando mais divertida a aventura (e ficando orgulhoso sempre que algum outro personagem cita como ele conta a trama melhor do que o próprio Coelho). É ele também quem faz gracinhas com as atitudes do protagonista e dos outros membros da trama.

Essa perda da inocência, mesmo que de forma leve, vai ter seu teste final quando o protagonista se vê em condições de finalmente falar com seu objeto de desejo, para assim descobrir que, às vezes, humanos e coelhos idealizam demais algumas coisas.

Apesar de divertido, porém, são as ilustrações que tornam o livro digno de premiação. Os ratos (há até um mais esperto, chamado Cérebro – ficou faltando o Pinky) e o jacaré Rex, principalmente, são imagens que já criam empatia cm o leitor antes de qualquer frase. E o próprio Coelho Azul, meio desengonçado, também inspira afeto.

 

O Coelho que Não Sabia Gatês
Thiago Irley, com ilustrações de Orlandeli
Edições SM
96 páginas

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