A Fantástica Fábrica de Chocolate

Os educadinhos sempre ganham… chocolates


Meu primeiro contato com a história de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, como a de muita gente pra baixo do Equador, foi com o filme com Gene Wylder como o amalucado proprietário da Chocolates Wonka. Foi já adolescente que descobri tratar-se de um livro, e mais tempo ainda para ler a trama do jeito que foi concebida (isso já depois da segunda versão para a telona). Pra começar, foi só depois de ler a trama que entendi porque a viúva do autor Roald Dahl relutou em dar concessão para que Tim Burton fizesse o segundo filme: o primeiro, apesar de fofo e inesquecível, não mostra o personagem como ele realmente é – Wonka é meio louco, coisa que aquela primeira adaptação não explorava, mas era condição indispensável para dar à trama aquele ar nonsense engajado com lições de moral.

Mas então, vamos ao livro. Minha edição da Martins Fontes não é das mais novas, mas conta com simpáticas ilustrações mostrando Charlie, sua família, os umpa-lumpas e as outras crianças da trama. A história mostra Charlie, um garoto humilde e de bom coração que ganha o direito (com o famoso bilhete dourado) de participar de uma visita à fábrica de chocolates Wonka, lugar legendário, comandado por Willy Wonka, que há anos se trancou de tal forma na empresa que, além de não ser visto fora dos limites da firma, também não permite que ponto nenhum da confecção de seus deliciosos produtos, famosos no mundo todo, sejam conhecidos. O mais estranho é que ninguém trabalha na empresa. Ninguém que seja visto, ao menos. Como Charlie vai descobrir durante o passeio, tratam-se dos umpa-lumpas, ‘criaturinhas’ que amam cacau.

A visita se mostra uma verdadeira aventura, pois Wonka mostra aos vencedores uma série de novas invenções da empresa – e cada uma, a seu modo, é capaz de atiçar de tal forma as outras crianças que uma a uma elas vão sendo ‘eliminadas’ do passeio. Na companhia do avô, porém, o comportado Charlie é o único a passar ileso por todas as tentações, e terá um prêmio muito especial por isso.

Adorável, o livro tem as óbvias lições de moral, mas também explora de forma deliciosa o lado mais imaginativo de qualquer criança que já sonhou com um jardim feito de doces.

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE
Road Dahl
Martins Fontes
160 páginas

Comente: